DEPOIMENTO

junho/2007

Todos nós somos iguais perante a Deus, só que a Sociedade não nos vê assim. Tudo é motivo de indiferença para com as pessoas; é pela sua roupa, pelo jeito de falar, pelo modo de viver, etc.

Tudo isto tem muita diferença. Quem é a Sociedade?

A Sociedade somos nós mesmos, começando em nossa própria casa onde queremos que todos pensem iguais a nós, Mas isto é muito difícil, porque todos nós somos diferentes um dos outros, ocupando o mesmo espaço.

Para sermos felizes, é preciso que cada um saiba respeitar o seu espaço.

Quando estamos nas ruas, vemos uma criança mal vestida, já pensamos que é bandido ou que os pais não tem vergonha em deixá-la caminhar tão relaxada, tão displicente. Por que somos assim? Nem Jesus julgava as pessoas, com que direito nós a julgamos?

Quando estamos nas ruas entregando sopa para os irmãos de rua, não pensem vocês que nós somos mais evoluídos do que aquele que recebe a sopa, pois a evolução desta pessoa é só Deus quem sabe!

Hoje somos nós a ajudar a um morador de rua, amanhã quando desencarnarmos e chegarmos ao Plano Espiritual será que não é aquele irmão que vai estar lá para te receber?

Devemos refletir muito antes de fazermos qualquer observação quanto à evolução espiritual de cada um, porque têm muitos irmãos que são muito mais evoluídos do que nós que estamos entregando a sopa.

Quando fazemos uma caridade, não podemos dar lições de moral a ninguém, se hoje é ele, amanhã podemos ser nós que estamos nesta mesma situação.

Assim é a vida, sempre nos dando oportunidade para crescermos espiritualmente e nos voltarmos para nossos irmãos necessitados.

Os componentes do grupo que fazem a entrega da sopa “Fraternidade da Luz” sabem que estão ajudando mais a si do que propriamente ajudando ao próximo, pois estamos cada vez mais evoluindo espiritualmente tendo uma grande lição que não deixa de ser uma grande verdade: Quem dá, recebe...

Que assim seja!

Fraternidade da Luz

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É o trabalho de assistência social mais novo que o Centro oferece, iniciado no ultimo dia 5 de maio de 2006, é a entrega de sopa aos irmãos moradores de rua, abrangendo cidades de Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Mogi das Cruzes; A Equipe formada por dois diretores do Centro: Edson Tadeu e Socorro e mais quatro trabalhadores: Luiz, Edson Tadeu, Gustavo e Mariano, saindo do Centro todas as sextas-feiras às 22:30 horas e retornando por volta das 3:00 horas da manhã do sábado.

A confecção da sopa é feita no Centro, onde trabalhadors fazem doação dos ingredientes, o veículo é uma Kombi que foi adquirida esse ano para esse fim e outros trabalhos futuros.

Este trabalho é uma grande lição de vida à todos nós que às vezes nem imaginamos o quanto esses irmãos sofrem: Fome, frio e todo tipo de necessidades e que com a chegada da caravana do Centro podemos ver o brilho dos seus olhos e o aconchego que recebem da equipe do Centro, conversando por alguns instantes com eles e transmitindo por parte da Equipe Espiritual do Centro que sem sombra de dúvida está ali acompanhando-os e transmitindo o alimento espiritual, que é mais necessário.

Se você quiser nos ajudar nesse trabalho, as doações podem ser feitas no Centro Espírita Paz e Luz - Chico Xavier nos dias de trabalho.

Que esses irmãos possam estar sempre envolvidos pela luz do Nosso Mestre Jesus.


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"O Alicerce Pleno"
Nestes tempos obscuros; quando nuvens tempestuosas pairam sobre os menos privilegiados; tenho esperança de melhores dias para aqueles que não tem um teto para morar, por isto moram na rua, e são com desdém, chamados de Mendigos"

Desabafo de um Mendigo.
Chamam-me de Mendigo
Sobrenome Vagabundo.
Sou Obrigado a ouvir isso,
Pois vivo jogado no mundo
A espera de um prato dos outros
Não importa se é raso ou fundo.
O teto que cobre o "meu luar"
Tem as cores de um azul muito profundo
Pois é o céu de anil que cobre
A imensidão deste mundo.

Quem me olha,
Imagina que sou triste
E vivo sempre a chorar
Está enganado, sou feliz
Vivo sempre a cantar.
Com o coração aberto
Cheio de amor pra dar
Para aqueles que me amam
E a quem de vagabundo
Tem prazer em me chamar
"Porque assim como eles"

Também não sou deste mundo
Estou aqui de passagem
Sempre alegre a esperar
O breve dia da viagem
Quando este corpo cansado;
Em silêncio irá repousar
E como num sono profundo
"Eu" estarei viajando
Para o meu verdadeiro mundo

Onde terei "gosto ao chegar"
Pois sei que lá; dois braços abertos
Estarão a me esperar
E o dono desses braços
Que é também "Dono do mundo"
Com amor e alegria
Vai correndo me abraçar
E ao invés de
"Mendigo Vagabundo"
De "Meu filho"
Com certeza, vou ouvir
"Ele" me chamar

Obrigado "Senhor"
Por ter forças prá esperar
L.R. Edigmar (Limoeiro Ramon)
&
Giba da Farmácia